Pede a um assistente de inteligência artificial para escrever uma mensagem e recebe um texto impecável, mas formal demais para enviar a um amigo. A ferramenta não falhou exatamente: faltou-lhe saber para quem era a mensagem e que tom queria usar. Quanto mais contexto damos, mais fácil é avaliar se a resposta serve.
Explique a tarefa concreta
Em vez de pedir apenas “escreve um email”, indique o destinatário, o objetivo e o tom: por exemplo, uma mensagem breve a pedir a alteração de uma marcação, cordial e sem excesso de formalidade. Também ajuda dizer o que não deve mudar, como datas, nomes ou condições já combinadas. Não é preciso aprender uma fórmula secreta; basta explicar o pedido como faria a uma pessoa.
Uma resposta não é confirmação
Um assistente pode organizar ideias ou propor uma primeira versão, mas uma resposta bem escrita não garante que todos os detalhes estejam certos. Se aparecerem datas, instruções, nomes ou informações que terão consequências, confirme-os numa fonte adequada. Eu trato a ferramenta como um ponto de partida útil, não como uma autoridade automática.
Proteja o que partilha
Antes de colar uma conversa, um documento ou uma mensagem, pense se contém dados pessoais ou informação que não quer entregar a um serviço online. Para tarefas comuns, muitas vezes basta substituir nomes por descrições genéricas e retirar detalhes identificáveis. O contexto melhora o pedido, mas isso não significa que tenha de partilhar tudo.
